Vamos começar com o que foi citado no “Engenharia em Pauta” anterior: “prever” o futuro é impossível, como já vimos… Mas, “prospectá-lo” com ferramentas apropriadas, é normal para grandes corporações e profissionais antenados e espertos… Aliás, existem empresas e organizações de renome que se dedicam a isto, com grande eficácia – e este é o seu negócio, produzir e comercializar prospectivas de futuro. As corporações e profissionais antenados tem o comportamento de Seguradores, sendo grandemente pré-ativos, preparando-se para as mudanças previsíveis, e Conspiradores, ou seja, são proativos ativos, agindo para provocar mudanças desejadas. Microsoft e Apple são exemplos bem atuais…

Então, vamos dar uma olhadinha no que pode acontecer no futuro, com base em exemplos obtidos no excelente trabalho feito, em 2015, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – Ipea (1). Aliás, neste trabalho, esta prospectiva é muito bem denominada “Sementes de Futuro”… Poderão nascer ou não, mas é bom conhecê-las…

Um primeiro exemplo…

“O mundo será cada vez mais interconectado, chegando em 2030 com mais da metade da população mundial com acesso a internet. Nesta data, a internet de alta velocidade sem fio estará disponível, em todo o mundo, para as classes alta e média, e para todas as regiões rurais dos países desenvolvidos. Até 2030, haverá crescimento dos sistemas de comunicação sem fio, incluindo redes de longa distância, para acesso a telefones, internet, televisão e outras opções de entretenimento, com considerável nível de segurança. A internet, então, poderá ser a espinha dorsal das economias em desenvolvimento . Até 2030, as regiões mais pobres do mundo continuarão excluídas da sociedade da informação em função dos altos índices de analfabetismo e sem acesso a internet por falta de energia”.

Concorda? No próximo “Engenharia em Pauta” vamos conhecer outras “Sementes de Futuro”?

Referência:

  • Megatendências mundiais 2030: o que entidades e personalidades internacionais pensam sobre o futuro do mundo? – contribuição para um debate de longo prazo para o Brasil. Organizadora: Elaine C. Marcial. – Brasília. Ipea, 2015.

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É graduado em Engenharia Elétrica (Instituto Nacional de Telecomunicações – INATEL), e pós-graduado em Docência do Ensino Superior em Educação. Foi professor, desde 1964, em diversos cursos técnicos, de engenharia, e de extensão, em diversas áreas técnicas, bem como em empreendedorismo e inovação. Também criou e coordenou diversas atividades ligadas ao desenvolvimento do empreendedorismo, no Inatel. Atualmente participa de programas de extensão e pesquisa ligados ao empreendedorismo, criatividade e inovação.