Durante esta época muito dura pela qual estamos passando, muitas pessoas tiveram que se aventurar no chamado “empreendedorismo por necessidade”, que por sinal já era predominante no país, com uma porcentagem de mais de 60% dos empreendimentos em geral. Pude observar tal fato em minhas poucas e necessárias saídas de minha residência: pequenos negócios, às vezes até abertos em casa própria, ou em locais bem inadequados, etc. Alguns poderão até dar certo, abrindo novos caminhos aos seus proprietários, outros infelizmente consumirão as poucas economias dos que os tentaram… Que pena!

Pensando nisto, baseado em minha experiência de professor de empreendedorismo e na literatura sobre o assunto, resolvi aproveitar este espaço para dar algumas “dicas” simples, mas eficazes, para quem precisar ou quiser aventurar-se em um novo negócio… Quem sabe posso ajudar um pouco nesses tempos, tão complicados…

Em primeiro lugar, o candidato a empreendedor deve conhecer-se muito bem. Vale a pena perguntar-se, com sinceridade total: Será que tenho alguma experiência no ramo no qual pretendo atuar, obtida em empregos anteriores ou mesmo na observação atenta de um negócio similar? Quais são minhas “fortalezas” e “fraquezas”? Tenho algum tino comercial? Será que posso aturar a pressão de clientes e fornecedores, e mesmo familiares, no novo empreendimento, que exigirá muito de mim? Reservei parte de minhas finanças para eventuais emergências fora do negócio? Terei paciência para não gastar os lucros iniciais que obtiver, e sim investi-los no meu novo negócio? Tenho uma rede de contatos, mesmo que pequena, que possa me ajudar com informações, técnicas e comerciais, no marketing, etc.? O marketing “boca-boca” inicial é fundamental, por exemplo… Tenho alguém que me ajude na burocracia governamental que enfrentarei, na abertura e mesmo continuidade do negócio? Enfim, esses são pontos fundamentais, de caráter pessoal, a pensar e planejar… Mas existem algumas “dicas”, de caráter mais técnico, a considerar. Vamos a elas:

Quanto ao produto ou serviço que vai ser oferecido, deve ser bem conhecido pelo candidato a empreendedor… Como já citei, ele deve ter experiência no setor pretendido, por ter nele trabalhado, ou mesmo oriunda de algum hobby que pratique ou habilidade que tenha, às vezes apenas utilizada em finais de semana para diversão, encontro de famílias e amigos, etc. Conheço vários casos de empreendedores de sucesso que começaram assim e hoje são donos de empresas bem reconhecidas e em franco progresso. Mesmo assim, deve-se sempre pensar em inovação.,. Ou seja, se for um produto, deve-se pensar em algo diferente, em embalagens sugestivas e práticas, algo que, ao pesquisar a pretensa clientela, vá ao encontro de algum desejo ou necessidade da mesma; se for um serviço, deve-se pensar em algo diferente no atendimento, na prestação do próprio serviço, enfim algo que fidelize os clientes e os faça acionar a ótima divulgação que é o “boca a boca”… Também a observação atenta dos possíveis concorrentes, em suas vantagens e pontos falhos,  pode dar ao futuro empreendedor ótimas ideias para lograr inovação, além de ajudar na formação do preço que será cobrado pelo produto ou serviço…

Quanto ao ponto em que vai ser estabelecido o empreendimento, particularmente no caso de oferta de produtos, é um detalhe a ser considerado com bastante cuidado. Deve ser atrativo, sugestivo, e adequado ao novo empreendimento. Durante a pandemia pude constatar muitas falhas a esse respeito que se mostraram fatais, como pude verificar pela pequena duração dos empreendimentos, com prejuízo aos que os iniciaram. Às vezes, vale a pena um investimento maior no estabelecimento do ponto comercial para assegurar seu sucesso. Facilidade de acesso, como estacionamento para veículos é, conforme o negócio, fundamental… Também deve ser localizado em local no qual circula ou se estabelece a possível clientela… 

Existem ainda alguns detalhes que gostaria de comentar a respeito… Vamos deixar para semana que vem? Até lá, então…

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