Continuando nossa conversa sobre os elementos que compõem o CANVAS, e sobre os quais temos que pensar ao lançar um novo produto, fruto de uma inovação, ou mesmo uma nova empresa, vamos agora refletir sobre quem poderiam ser nossos Parceiros.

Na realidade, temos que considerar, a este respeito, que não vamos conseguir fazer tudo, e chegar ao mercado com sucesso trabalhando sozinhos; afinal, “uma andorinha sozinha não faz verão…” Com bons parceiros, podemos nos complementar com suas competências e especialidades para agilizar nossos processos e torná-los melhores; assim, diminuímos nossos riscos e maximizamos nossa certeza de acertar, principalmente em áreas com as quais não temos muito conhecimento ou mesmo não precisamos desenvolvê-lo.

Parceiros importantes também devem ser nossos fornecedores: apresentam qualidade? São pontuais, aceitam negociações, caso seja necessário? São exclusivos (que perigo…) ou podemos substituí-los, em caso de necessidade? Enfim, fornecer é o negócio dos fornecedores, e os selecionados são bons e eficazes em seus negócios? É preciso pensar, e bem, neste aspecto dos parceiros, para que você não fique com problemas com sua produção e atendimento aos clientes… 

O CANVAS também nos solicita que pensemos em nossas Atividades Chave. Muitas vezes, ao iniciar, esquecemo-nos de listar todas as principais e fundamentais atividades que teremos que desenvolver para que tudo corra bem, quando estivermos no mercado. Que equipamentos deveremos possuir, ou desenvolver, para produzir com eficácia? Temos um razoável conhecimento de gerência e finanças? Quantos colaboradores vamos precisar, e com quais competências? Qual será o fluxo de produção inicial, e posterior, quando as coisas estiverem dando certo? Como chegaremos aos clientes, de modo eficaz? Como vamos evitar decepcioná-los? Aliás, esse erro é fatal… O que fazer, ou como direcionar, o fluxo de receitas? Enfim, uma sugestão é imaginar a empresa funcionando plenamente, e colocar no papel (e depois, de modo simplificado, no CANVAS…), o que de mais importante você notou como atividade. Estas serão as “Atividades Chave”…

Agora, é pensar em receitas e despesas. Daí vem os dois últimos itens a considerar, que são a Estrutura de Custos e o Fluxo de Receitas.

Na Estrutura de Custos, temos que pensar basicamente sobre quais serão as Atividades Chave mais dispendiosas, e quais serão os Recursos Chave também mais caros. Também temos que pensar no que nos pesará mais no orçamento quando da implantação de nosso novo e inovador produto ou de nossa nova empresa. Exemplos: teremos que contratar especialistas de alto nível? Teremos que utilizar componentes ou insumos especiais e muito caros? Já temos um local para nossa empresa, ou teremos que alugar um imóvel apropriado? Como ficará nosso consumo de energia na produção? Nossa faixa tributária também merece reflexão… Enfim quanto nos custará por o “bloco na rua”, com sucesso?

No CANVAS, valores numéricos não interessam – apenas a descrição do que achamos que nos trará os maiores custos e receitas… Os valores numéricos irão para o Plano de Negócio, depois de termos “pivotado” de modo bem completo o nosso CANVAS, ou seja, termos mostrado nossa proposta a muitos interessados e possíveis clientes, e então ajustado o nosso CANVAS às suas ideias e sugestões… 

No próximo “Engenharia em Pauta”, vamos então discutir alguns detalhes sobre como ganhar dinheiro com nosso novo produto ou empresa? Até lá, então…

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É graduado em Engenharia Elétrica (Instituto Nacional de Telecomunicações – INATEL), e pós-graduado em Docência do Ensino Superior em Educação. Foi professor, desde 1964, em diversos cursos técnicos, de engenharia, e de extensão, em diversas áreas técnicas, bem como em empreendedorismo e inovação. Também criou e coordenou diversas atividades ligadas ao desenvolvimento do empreendedorismo, no Inatel. Atualmente participa de programas de extensão e pesquisa ligados ao empreendedorismo, criatividade e inovação.